Ruídos e Convivência
10 de fevereiro de 2012

Que as grandes cidades sofrem não só com a poluição atmosférica, mas também com a poluição sonora e outras tantas modalidades de poluição não é novidade para ninguém. Que a poluição sonora é fruto principalmente do tráfego das vias públicas também não.

Então qual é o mote deste post? Os ruídos intencionais. Sim, pode parecer inusitado, mas como nós do Movimento Conviva temos as pessoas, os cidadãos e a forma como eles se relacionam nos espaços públicos como foco, achamos pertinente levantar esta questão aqui no blog.

Você está parado no trânsito dentro de um túnel e de repente aquele susto. Um motociclista passa no corredor em alta velocidade, acelerando e “estourando” o motor repetidas vezes. A noite chega, agitação e não falta aquela cantada de pneu para sinalizar a diversão. Será que estamos parando para pensar no bem-estar de todos? Será que estamos convivendo?

Sem entrar na questão da emissão de ruídos por veículo, limites determinados por órgãos públicos, medidos por fabricantes e em algumas cidades fiscalizados por inspeções anuais, montamos uma listinha de dicas para você ser mais consciente ao emitir ruídos no espaço público.

 

  E aí, topa o desafio?     

-   Final de semana de sol, você tira a manhã ou tarde para lavar seu carro, moto ou bike. Nada melhor que um som para inspirar a atividade. Certo? Para muitos sim. Para outros não. Por isso cuidado com o horário e com o volume do som. Gosto musical não se discute, mas gera discussão.

-   Trânsito parado, você e centenas, milhares de pessoas tentando chegar nos seus destinos. Que tal reduzir o volume do rádio nesta situação? Uma forma de refletir é, você gostaria de ser obrigado a ouvir um show de uma banda que odeia? O que você não quer pra você, não queira para quem está ao seu redor.

-   Cantar pneu propositalmente, “estourar” o motor de motos, acelerar como se estivesse em um autódromo, são atitudes de quem não se preocupa em conviver ou não pensou a fundo nos efeitos que estas ações podem gerar: um acidente pelo susto de um condutor, despertar abrupto de uma pessoa doente que conseguiu adormecer com muito esforço, o atropelamento de um pedestre com atenção desviada, uma briga de trânsito, enfim, muitos efeitos nocivos perante uma ação desnecessária e egoísta.

Foto: http://migre.me/7SpRi

-   Escolas e hospitais são locais onde a atenção deve ser redobrada não só a ruídos emitidos propositalmente, como ao uso incorreto da buzina.

-   Acelerar por acelerar é uma mania de muitos ao parar nos semáforos. Que tal economizar combustível, poluição e não correr o risco de se envolver numa discussão de trânsito?

-   Carros de polícia, ambulâncias, bombeiros, devem utilizar as sirenes quando necessário. Fora de atendimento ou em situações de tráfego fluido o aviso luminoso substitui o sonoro.

-   Ciclistas e motociclistas por estarem fora de uma cabine que abafe o som, devem ficar atentos principalmente a brincadeiras, cantorias e gritos, mesmo que estejam em movimento. Essa ação pode incomodar moradores, motoristas, pedestres.

-   Pedestres em grupo também devem seguir esta orientação. Falar e conversar é uma coisa. Gritar, chamar, brincar são outras.

-   Transporte público como diz o nome é um serviço para diversas pessoas, é um serviço para a coletividade. Ouvir música no celular sem fone (ou tão alto que mesmo com fone incomode quem está ao lado), rádio no viva voz, gritos, brincadeiras não funcionam em ônibus, metrôs, trens.

-   Happy hour, encontro com os amigos em restaurantes, bares, muito cuidado para não transformar sua diversão em tormento para os demais. Evite ficar na calçada, em postos de gasolina, em frente aos estabelecimentos, onde o som é facilmente dissipado.

-   Mantenha seu meio de transporte em boas condições. Sem manutenção, mesmo com responsabilidade, seu modal pode atrapalhar e incomodar muita gente.

-   Conhecida popularmente como Lei do Psiu, as leis que compõem o Programa de Silêncio Urbano determinam que os ruídos devem ser reduzidos no período entre as 22 e 7 horas. Apesar disso, que tal evitar ruídos desnecessários em qualquer horário do dia? A menos que você tenha uma bola de cristal ou o dom de adivinhação, não é possível saber se o carro ao lado está transportando uma pessoa doente, se na casa em frente mora um profissional que trabalha à noite e dorme durante o dia, etc.

 

E então, que tal conviver espontaneamente por respeitar e querer o bem do próximo, independente de leis e normas? Por isso, neste post, não nos apoiamos em leis, mas no bom senso e na humanidade de cada um :-)


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