Pé e rodas na estrada
15 de fevereiro de 2012

“Moro, num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, é um clássico da música brasileira e ilustra bem o clima que contagia boa parte das pessoas no verão. Dezembro, janeiro, fevereiro e para alguns até março são meses de férias e dias ensolarados, que pedem viagens em busca de paraísos naturais onde se possa aproveitar a temporada.

Foto: Guilherme Afonso

Para que nada atrapalhe este estado de espírito, nós do Movimento Conviva escrevemos esse post. Conviver é essencial para vivenciar e compartilhar momentos especiais e felizes. Que tal incluir nas malas, respeito, responsabilidade, compreensão e paciência?

-   Antes de pegar a estrada, tenha certeza de que seu modal de transporte está em boas condições de manutenção, principalmente pneus, freios, limpadores de para-brisa, luzes (faróis, lanternas, setas, freio), cintos de segurança, estepe e kit de sinalização.

-   Mesmo com trânsito parado ou tráfego intenso, os acostamentos não são vias e não podem ser utilizados como opção às vias cheias. Os acostamentos têm finalidade de serviço e emergências e trafegar por eles é considerada infração gravíssima e prevê multa, segundo o código 193 do CBT. Mesmo em casos de reformas, obras, caso não haja sinalização de desvio ou autorização de utilização, esse uso é irregular e implica em penalidade. O mesmo acontece quando é utilizado como pista de ultrapassagem.

-   Caminhões e demais veículos de grande porte devem respeitar as regras de permanecerem nas faixas da direita, onde a velocidade é reduzida. Veículos devem optar pelas faixas do meio e manterem a faixa da esquerda para ultrapassagem. Em estradas de mão única, cuidado redobrado e se for possível facilite a passagem de veículos em pontos onde ela é prevista.

-   Nas estradas, seja de dia ou de noite, o uso de faróis é indicado e facilita a visualização de veículos, aumentando a segurança para mudanças de faixa, redução de velocidade (as bruscas principalmente), ultrapassagens, etc.

-   Para pedir passagem, posicione-se na faixa da esquerda e acione a seta para a esquerda. Nada de piscar farol alto seja uma vez ou diversas vezes. É uma atitude que nem todos reconhecem como um pedido, mas como desrespeito.

-   Em caso de obstáculo na pista, como um buraco, carros quebrados ou caminhões em baixa velocidade, exercite a convivência e se possível reduza a velocidade para dar passagem ao veículo que está ao lado.

-   Bagagens devem ser acomodadas nos porta-malas e no interior dos veículos. Caso tenha que transportar algum objeto em cima do carro, certifique-se de que o mesmo está muito bem fixado e não ultrapassa as dimensões do veículo. O mesmo vale para motos e caminhões no transporte de mercadorias. Um objeto que se solte, por menor que seja, pode causar acidentes gravíssimos em vias de alta velocidade.

-   Por falar em velocidade, respeite os limites e tenha bom senso em reduzi-los em condições adversas como chuva, garoa e neblina. Uma atitude completamente contrária ao que chamamos convivência, é trafegar acima da velocidade, expondo sua vida e a de quem está ao seu redor. Pior ainda quando o infrator força outros motoristas a aumentarem a velocidade, colando o veículo nas traseiras dos demais para ultrapassar imediatamente, inclusive, quando não há condições.

-   Só utilize farol alto quando for necessário. Mesmo quando a estrada é de mão única, o farol alto pode ofuscar a visibilidade de quem está na frente. Com fluxo na mão inversa o risco é maior ainda. Pense na sua segurança e na de quem está ao seu redor.

-   Ninguém quer presenciar um acidente, mas se isso acontecer e você notar que não há ninguém prestando socorro e que é possível parar em segurança, pare e seja solícito. Os passageiros podem estar insconcientes ou incapazes de chamarem os serviços de socorro, a assistência da rodovia. Os procedimentos são os ensinados na formação de condutores: primeiros socorros, não mover os acidentados e só fazê-lo em caso extremo quando podem correr risco de morte por atropelamento ou explosão, por exemplo.

-   Procure deixar dinheiro trocado separado para os pedágios. Essa atitude é uma forma de respeitar quem está viajando também, evitando filas desnecessárias.

-   Lugar de lixo é no lixo. Nada de jogar resíduos pela janela. Ah, bitucas de cigarro são lixos e aos montes não são tão imperceptíveis como muitos imaginam. Além disso, existe o perigo de incêndio ao cairem em canteiros e áreas verdes próximas à pista.

-   Férias, verão e sol. Em muitas rodovias essa combinação é quase sinônimo de trânsito. Por isso, se não quiser se estressar pesquise os melhores horários para viajar acessando os sites das vias, optando por horários alternativos. Se não conseguiu fugir do engarrafamento, mantenha a calma, não utilize acostamentos, acelere e pare com suavidade, dê passagem, enfim seja cordial. Fique atento também a atitudes que desrespeitam quem está ao redor, como por exemplo, buzinaços e som alto.

-   Em engarrafamentos, os motociclistas devem ter atenção máxima. Para pedestres que desçam dos carros, carros mudando de faixa, portas abertas, braços fora da janela e muitos outros casos.

-   Revisão dos veículos é fundamental para a sua segurança e dos demais, mas um problema pode ser muito perigoso: vazamento de óleo. Perigoso e que pode gerar uma pane mecânica com futuro conserto bem caro, para os que trafegam depois funciona como uma armadilha, para motociclistas então, é quase uma sentença de morte.

-   Em estradas pequenas, apesar da calma e da aparência de quase nenhum tráfego, o risco é o mesmo, nada de andar “comendo” faixa, acima da velocidade ou fazendo ultrapassagem em pontos não permitidos. Muitas são deficientes de sinalização e nesse caso, use bom senso e a regra básica: só ultrapasse com plena visão.

-   Estradas de alta velocidade muitas vezes têm trechos urbanos, onde o perfil muda completamente em questão de metros. Por isso, se não conhece não seja confiante e trafegue numa velocidade que seja capaz de reduzir num caso assim.

-   Reduções bruscas de velocidade: tenha atenção máxima e acione o pisca alerta. É uma forma de chamar atenção do motorista que está atrás e evitar uma colisão traseira.

-   Rodovias não são vias adequadas para ciclistas. Esses devem dar preferência a estradas pequenas, estarem bem equipados e com vestimenta visível e se possível em grupos facilitando a sua visualização.

-   Filas de pedágio, balsa, acessos a estradas, devem ser respeitadas. Ser esperto é uma forma de demonstrar incapacidade de convivência e desrespeito aos demais. Pode ser também uma forma de estragar o espírito que comentamos no início do post.

 

E aí? Pé e rodas na estrada com segurança, respeito, consciência e convivência?


Deixe uma resposta